sexta-feira, 30 de março de 2018

BAMDADINCA: “MISSA VESPERTINA DA CEIA DO SENHOR”, PROFISSÃO DE FÉ E JURAMENTO DE FIDELIDADE

Pe. Inácio, Luís Paulo, Dom Pedro e Pe. Domingo

Na quinta-feira Santa, dia 29 de março, à tarde, na Paróquia Imaculado Coração de Maria, em Bambadinca, Dom Pedro presidiu à celebração da “Missa Vespertina da Ceia do Senhor”. Na Missa, concelebrada pelo Pároco Pe. Domingos da Fonseca e pelo vigário paroquial, Pe. Inácio Djú, o seminarista Luís Paulo da Costa Monteiro, cuja ordenação diaconal está marcada para o “Sábado da Oitava da Páscoa”, dia 07 de abril, na Sé Catedral de Bafatá, fez a “Profissão de Fé” e o “Juramento de Fidelidade”.

Na homilia, Dom Pedro sublinhou os pontos fundamentais da celebração:  comemorar aquela Última Ceia na qual o Senhor Jesus na noite em que ia ser entregue, tendo amado até ao fim os seus que estavam no mundo, ofereceu a Deus Pai o seu Corpo e Sangue sob as espécies do pão e do vinho, os entregou aos Apóstolos para que os tomassem, e lhes mandou, a eles e aos seus sucessores no sacerdócio, que os oferecessem também. Numa mesma celebração, a instituição da Eucaristia, a instituição da Ordem sacerdotal e o mandamento do Senhor sobre a caridade fraterna, numa atitude de serviço simbolizado pelo “lava-pés”.


O seminarista Luís Paulo, candidato ao sacramento da Ordem do Grau do Diaconato, fez a Profissão de Fé e o Juramento de Fidelidade diante do Dom Pedro, dos dois sacerdotes acima referidos, das religiosas de Bambadinca e da comunidade paroquial. O rito da Profissão de Fé é a declaração pública do candidato que afirma crer na fé da Igreja e em tudo o que ela ensina. O Juramento de Fidelidade declara que o candidato conhece as obrigações do ministério e abraça livremente o Sacramento da Ordem.




MISSA DO CRISMA E INÍCIO DA “AÇAO EVANGELIZADORA: CADA COMUNIDADE UMA NOVA VOCAÇÃO”



Na terça-feira Santa, dia 27 de março, foi celebrada a Missa do Crisma na Catedral de Bafatá. A celebração, presidida por D. Pedro Zilli, contou com a presença de todos os sacerdotes na diocese, religiosas, Novas Comunidades e leigos. Os presentes viveram a alegria de rezar pelos seus sacerdotes que renovaram suas Promessas Sacerdotais; Dom Pedro, ladeado pelos sacerdotes, abençoou os óleos que serão usados nos diversos sacramentos. Na celebração, iniciou-se oficialmente na Diocese a “Ação Evangelizadora: Cada Comunidade uma Nova Vocação”
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Na homilia, Dom Zilli destacou a alegria do exercício do ministério e agradeceu os sacerdotes pelo serviço que fazem na Diocese.  Estendeu os agradecimentos às Religiosas, às Novas Comunidades, aos Leigos Missionários, Catequistas e todos que têm uma missão nas várias Paróquias e Missões, como também nas Comissões outros serviços diocesanos. Falou da importância do Evangelho em nossas vidas e sublinhou as palavras de Jesus: “hoje se cumpriu esta passagem da escritura que acabastes de ouvir” (Lc. 4,21); recordou as palavras do salmo 94 que diz: “hoje se ouvis a voz do Senhor não fecheis o vosso coração”. Fez referência a algumas passagens bíblicas, tais como: “nasceu-vos hoje um Salvador, que é o Cristo Senhor” (Lc. 2,11); A Zaqueu “hoje a salvação nesta casa” (Lc. 19,9); Dom Pedro realçou que estas são “palavras chaves” para a vivência da vida missionária. Enfatizou que os sacerdotes, os consagrados e leigos são chamados a viverem o “Hoje de Deus” em suas vidas.  Encerrou sua homilia lembrando de Nossa Senhora, cantado “Maria do sim, que eu seja fiel até o fim”. “Mesmo na fraqueza, sejamos fiéis até o fim” - afirmou.

Logo a seguir à “Renovação das Promessas Sacerdotais”, Dom Pedro, os sacerdotes e toda a Assembleia rezaram a oração vocacional “Senhor da Messe e Pastor do rebanho, faze ressoar em nossos ouvidos teu forte e suave convite: ‘Vem e Segue-me’…”. E no final da celebração foram rezadas “Aves Marias” a Nossa Senhora. Foram estes os modos de iniciar oficialmente na Diocese a “Ação Evangelizadora: Cada Comunidade uma Nova Vocação”, uma iniciativa do Regional Sul 2 da CNBB – Arquidioceses e Dioceses do Paraná – que já envolveu outros regionais. São 52 dioceses. A “Ação Evangelizadora” é composta de dois eixos: 1º Rezar pelas vocações: em todos os encontros/reuniões das Paróquias/Missões iniciar ou terminar com uma dezena do rosário pelas vocações; 2. Evangelizar pelas Redes Sociais. Publicar vídeos breves, densos de vida cristã-presbiteral-religiosa-laical (todas as vocações) nos meios de comunicação, interagindo com os Regionais, Arqui/Dioceses, Paróquias, Pastorais, Movimentos Eclesiais etc.







Seminaristas


Novos Missionários e hóspedes

No final da celebração os seminaristas diocesanos apresentaram suas atividades vocacionais na diocese e os novos missionários e hóspedes foram apresentados. Depois da celebração, houve o habitual almoço, uma forma de agradecimento aos agentes de pastoral por todo o bem que realizam durante o ano.  




quarta-feira, 28 de março de 2018

DOM PEDRO CELEBROU O DOMINGO DE RAMOS NA PAIXÃO DO SENHOR EM BISSAU





No dia 25 de março, “Domingo de Ramos na Paixão do Senhor”, Dom Pedro Zilli teve a felicidade de iniciar a Semana Santa na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Bissau. Tal Paróquia, umas das mais frequentadas da capital guineense, está sob a responsabilidade dos missionários do PIME e seu pároco é o Pe. Giovanni Demaria.



Na homilia da missa, concelebrada pelo Pe. Giovanni, Dom Pedro sublinhou que, na narrativa da Paixão, Marcos insiste no silêncio, na solidão, no abandono de Jesus; realçou que Marcos inicia seu Evangelho, falando de “Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus” (1,1) e põe nos lábios do centurião esta expressão: “na verdade este homem era Filho de Deus” (15,39).





Dom Pedro convidou a todos a se alegrarem pela graça de iniciar a Semana Santa unidos ao Papa Francisco, aos Bispos da Guiné e de toda Igreja. Pediu que se unissem às paróquias e missões de todas as duas dioceses, especialmente, àquelas em que serão celebrados os Sacramentos da Iniciação Cristã na Vigília Pascal. Exortou a todos a viverem intensamente Mistério da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor através da escuta da sua Palavra, da adoração, da oração, do Sacramento da Reconciliação e da Eucaristia. Pe. Demaria agradeceu o Dom Pedro pela presença, “uma presença que encoraja e anima”, sublinhou ele.

Tite, Diocese de Bafatá




Buba, Diocese de Bafatá



BOLAMA FESTEJOU O SEU PADROEIRO SÃO JOSÉ




No dia 19 de março, segunda-feira, a Paróquia da Ilha de Bolama, Diocese de Bafatá, viveu a missa solene do seu Padroeiro São José. No início da celebração o Pároco Pe. Abraão Ambessum Sambu saudou os fieis com estas palavras: “Amados irmãos e irmãs da Paróquia de São José, rendemos graças a Deus por mais uma festa na nossa comunidade paroquial. É uma alegria e uma bênção de Deus podermos festejar mais um ano do nosso padroeiro São José. Pai adotivo de Jesus, e esposo da virgem Maria e Portador universal da Santa Igreja”.  

Na homilia, Pe. Abraão sublinhou que “o evangelho afirma que São José ‘era um Homem justo’ (Mt 1,19) e que, na linguagem Bíblica, isto significa repleto de todas as Virtudes, de santidade completa, perfeita”.
A partir do tema “Com São José transformamos a alegria do Evangelho em serviço à vida”, a comunidade teve a honra de se comprometer em seguir o exemplo de São José, sendo promotora da paz e do acolhimento das pessoas que vivem em grande vulnerabilidade, especialmente, os migrantes existentes na ilha.


No Tríduo realizado nos dias 14 a 16 de março – quarta a sexta-feira -, Pe. Abraão refletiu sobre alguns pontos centrais da vida de São José; a Irmã Raimunda Dorilene Pinheiro Pereira - da Congregação Franciscanas Missionarias Diocesanas da Encarnação falou sobre São José e a migração; na sexta-feira, depois da via-sacra, a Missionária Cícera Bernardo Nascimento da Comunidade Católica Boa Nova, aprofundou com os presentes sobre São José um Simples Servo que escutou a voz de Deus e o amou.








No sábado, dia 17, de manhã, apos a Santa Missa, houve a “corrida de São José”, onde os jovens correram 100 e 200 metros; houve igualmente a corrida de saco. 


À noite, o Grupo Coral da Paróquia, animado pelo Pe. Paulo de Pina Araújo, presenteou a comunidade com um lindo concerto musical no São Polivalente da ENAC – Escola Normal de Formação Amilcar Cabral. O concerto contou com a participação de três corais evangélicos de Bolama. 
Vale ressaltar que durante a missa solene do domingo, a comunidade rezou pela cidade de Bolama que celebrou, no dia 18, os seus 139 anos.






domingo, 18 de março de 2018

DOM PEDRO PARTICIPOU DA REUNIÃO DA CCIM




Sob o tema “Restaurar a dignidade, inspirar a mudança”, Dom Pedro Zilli participou, em nome da Conferência Episcopal do Senegal, Mauritânia, Cabo Verde e Guiné, em Roma, nos dias 06 a 08 de março, da reunião da CCIM – Comissão Católica Internacional para as Migrações.  Durante os três dias de trabalho, foram tratados vários argumentos: o ensinamento e a tradição católica: orientar a resposta da CCIM diante do rosto humano da migração; História da CCIM; mesa redonda sobre o estado atual da migração e dos refugiados; decisões a serem tomadas pelo CICM; apresentação das candidaturas à presidência do CCIM; eleição do Presidente do CCIM; testemunhos de serviço aos migrantes e refugiados no Bangladesh, em Uganda, na Nova Zelândia, no Brasil com os venezuelanos, etc...

Sra. Anne Therese Gallagher





Durante a reunião, que contou com a participação de mais de 130 pessoas, foi eleita a nova presidente da CCIM: Sra. Anne Therese Gallagher. Ela é uma profissional humanitária acadêmica, nascida na Austrália. É perita em migração, direitos humanos e em administração da justiça penal. A sua experiência abarca mais de 25 anos em mais de 40 países da África, Américas, Europa, Oriente médio e Ásia. Havia uma outra candidata de origem canadense e um candidato da Nigéria...!








Cardeal Pietro Parolin

O Secretário de Estado vaticano, Cardeal Pietro Parolin, abriu na manhã da terça-feira (06/03), o encontro da Comissão, organismo que reúne representantes das Conferências episcopais e das agências católicas que se ocupam de migrantes e refugiados e está presente em 50 países no mundo inteiro.
Em seu discurso aos participantes do encontro, o Cardeal Parolin enalteceu a contribuição do CCIM na preparação dos Global Compacts (Pactos Globais) por uma migração segura, ordenada e regular e pelos refugiados. “Esperamos que estes dois documentos possam responder às necessidades de maior proteção e tutela dos direitos humanos destas pessoas diante das reticências de vários países”, afirmou. Parolin disse se está a falar “não de números, mas de pessoas: homens, mulheres e crianças que têm um rosto, que muito sofrem e que são descartados. Um rosto humano no qual vemos o rosto de Cristo, que queremos servir especialmente naqueles que são os menores e com mais necessidades”. O Secretário de Estado ressaltou o apoio da CCIM em manter unidas as famílias, um aspecto que considera delicado e que requer maior atenção e acompanhamento. Destacou que “embora muitas nações devam seu desenvolvimento aos migrantes e apesar de suas experiências terríveis serem divulgadas, a migração é vista somente como emergência ou perigo, mesmo sendo um elemento comum em nossas sociedades”. O Cardeal Parolin recordou as palavras do Papa Francisco em defesa da ‘cultura do encontro’, capaz de construir um mundo mais justo e fraterno e frisou que trabalhar por uma mudança de atitude neste sentido é um dos compromissos mais urgentes hoje. E ainda mencionando palavras do Pontífice, o Cardeal encerrou: "Levemos a todos, através do nosso amor concreto, o anúncio livre do amor de Deus que acolhe, protege, sabe valorizar e fazer sentir parte de Sua família".


O Papa Francisco recebeu a CCIM manhã da quinta-feira, dia 8, na Sala Clementina, no Vaticano. Na Audiência muito linda e emocionante, ele afirmou entre outros aspectos: “Gostaria de reafirmar aqui a causa desta organização da qual vocês fazem parte e que representa a causa do próprio Cristo”. Disse ainda: “Este fato [o constante fluxo migratório no mundo] não mudou com o passar dos anos, pelo contrário, o compromisso de vocês com essas pessoas só aumentou em resposta as condições desumanas experimentadas por milhares de nossos irmãos e irmãs migrantes e refugiados em diversas partes do mundo”.


Dom Pedro disse que, através de sua participação no encontro, “pôde compreender, melhor, que a vida de um migrante, de um refugiado não é nada fácil”. Salientou que é preciso “trabalhar, cada um a seu nível e segundo suas possibilidades para aliviar o sofrimento destas pessoas que se veem obrigadas a deixar suas terras, seus países para fugir da fome e outros sofrimentos”. Sublinhou que preciso “rezar pelos migrantes e refugiados e por e por todas as pessoas generosas que lutam por eles”.



segunda-feira, 12 de março de 2018

ARQUIDIOCESE DE GOIÂNIA VISITA A GUINÉ-BISSAU






De 20 de fevereiro a 01 de março, a Diocese de Bafatá acolheu mais um grupo de Goiás. Desta vez, a Arquidiocese de Goiânia enviou o Pe. Antônio, Pe. Maximiliano, com um grupo de 06 médicos, 2 estudantes de medicina e outros profissionais: Hugo e Júlia, Luciano e Patrícia, Sebastião e Marla, Elísio, Gustavo, Marita, Consuelo, Beatriz. Os atendimentos médicos constaram, em Clínica Geral: Buba – 200 atendimentos; Caboxangue – 250; Bafatá – 22; em Dermatologia: Tite – 54; Bolama – 56; Gabú – 13; e Cirurgia: Gabú – 4.

Depois das várias visitas, na tarde do dia 28 de fevereiro, Dom Pedro, encontrou-se com o grupo, em Bafatá. Apresentou-lhes o caminho da Diocese nos seus aspectos históricos e nas suas atuações missionárias: evangelização, saúde e educação. Leandro Morilha falou da Caritas Diocesana e da sua “presença estável” no empenho social; Adriana Nishiyama sublinhou que na programação da visita, procurou-se contemplar os três âmbitos de atuação da Igreja: evangelização, saúde e educação. Disse que se teve o cuidado de os médicos não ficarem somente no hospital e somente num lugar. Que estivessem o mais possível com a população mais carenciada entre os carenciados...! Disse que, a partir do conhecimento da realidade, “o hospede fica mais rico em humanidade e espiritualidade...”. 

Em Buba
Pe. Antônio convidou o grupo a partilhar suas emoções vividas durante a visita, tendo presente uma orientação bem precisa: “Cristo, a Igreja, a Missão. Viver a Missão a partir da fé”. Pe. Max disse ter visto bons sinais de esperança, entre eles: a escola e o esforço para se ir à escola. Disse que voltava ao Brasil, “fortalecido na fé”; nas intervenções dos membros do grupo, foi sublinhado entre outras coisas: agradecimento pela boa comida e acolhida das missões; veio-se para ajudar e saiu-se ajudado; admiração pelo estilo de visa simples dos guineenses e dos missionários; a Igreja se preocupa com a realidade do povo, estando-lhe próximo...!


A seguir a este encontro, foi celebrada a Santa Missa: uma verdadeira ação de graças por tudo aquilo que foi vivido. No dia 01 de manhã, após mais uma Santa Missa, o grupo seguiu para Bissau, “agradecido à Cúria Diocesana, à Comunidade Católica Nova Aliança e às Missões de Bolama, Buba, Cabuxangue e Tite “pelo maravilhoso acolhimento”. Dom Pedro, Adriana, Bruno, Fabiana, Leandro manifestaram o seu agradecimento ao grupo “pelo amor demonstrado”. Enviaram um grande abraço ao arcebispo Dom Washington Cruz e seus auxiliares Dom Levi Bonatto e Dom Moacir Silva Arantes e toda a Arquidiocese de Goiânia.

Consulta em Cabuxangue


sábado, 10 de março de 2018

JOPAIS – JOVENS PAIS - ENCONTRARAM-SE EM BAMBADINCA



No segundo domingo da Quaresma, dia 25 de fevereiro, Dom Pedro presidiu a celebração da Eucaristia em Bambadinca. Na celebração, concelebrada pelo Pe. Domingos da Fonseca, Pe Inácio Dju e Pe. Maio da Silva. 16 jovens catecúmenos, entre rapazes e raparigas, fizeram o RITO DA ELEIÇÃO OU DA INSCRIÇÃO DO NOME para serem admitidos aos sacramentos do Batismo, da Confirmação e da Eucaristia, depois de feita a preparação e de celebrados os escrutínios.

Após à Santa Missa, Dom Pedro encontrou-se com o grupo chamado de          JOPAIS - Jovens Pais. São jovens que tiveram filhos fora do matrimônio. Na conversa, os jovens salientaram a importância de se valorizar ainda mais a Palavra Deus para que eles possam chegar ao Matrimônio e ajudar outros jovens a viveram uma vida de mais pureza e mais preparação para a vida matrimonial. Pediram aos bispos, aos párocos e responsáveis de comunidades que acolham os jovens que “caíram na asneira” da gravidez sem terem medido as consequências. Foi sublinhado ser importante que assumam os filhos como uma graça de Deus, pois “eles não têm culpa de nada e são amados pelo Senhor”. Pediram que sejam acolhidos na Igreja como catequistas e não sejam postos de lado por ela. Dom Pedro e Pe. Domingos da Fonseca – que também estava presente – realçaram que ninguém se sinta “abandonado” pela Igreja, mas se esforce para chegar ao matrimonio e demais sacramentos para viver em plenitude em comunhão na Igreja.  Pe. Domingos enfatizou que a questão dos jovens, no que refere a ter filhos antes do matrimonio, é complexa e pode ser resumida em três situações: há aqueles que têm filhos e continuam juntos; há aqueles que fazem experiências com um parceiro/a e depois com outro/a.... E vão disseminando filhos; há aqueles que têm filhos e depois, cada um vai para o seu lado.




No sábado, dia 24, a Dra Lucinda Barbosa Aukarie falando sobre o Direito Familiar, esclareceu muitas dúvidas sobre o Direito na Guiné-Bissau naquilo que se refere à família; Pe. Jose Pizzoli refletiu com os participantes sobre o que a Bíblia diz sobre a família.







Animados pela Comissão da Juventude e Adolescência, cujo coordenador é o Pe. Maio da Silva, os presentes voltaram para suas casas muito animados, pedindo que se faça mais “momentos como este”. Agradeceram os padres, irmãs e comunidade de Bambadinca “pela boa hospitalidade”. Agradeceram a Dom Pedro “por ter vindo encontrá-los e mostrar-lhes sua proximidade”.



sexta-feira, 9 de março de 2018

FUNDAÇÃO JOÃO PAULO II PARA O SAHEL REUNIU-SE EM DAKAR



Em nome da Igreja da Guiné-Bissau, Dom Pedro Zilli participou, em Dakar, de 19 a 23 de fevereiro, da 36ª Sessão Ordinária do Conselho de Administração (CA) da Fundação João Paulo II para o Sahel, que avaliou as atividades do ano de 2017 e analisou as perspectivas para 2018. O CA congratulou-se, particularmente, com a presença dos representantes do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.

Na terça-feira de manhã, dia 20, durante a Sessão a Abertura da reunião, Dom Benjamin N'DIAYE, Arcebispo de Dakar, expressou a sua grande alegria ao ver os resultados alcançados através da implementação dos projetos financiados pela Fundação João Paulo II para o Sahel, em “benefício das populações desta região”. Os representantes da Conferência Episcopal Italiana (CEI) e da Conferência Episcopal Alemã (CEA) sublinharam o “empenho da Igreja na luta pelo bem-estar da população”; o Secretário da Nunciatura Apostólica em Dakar, Mgr. Mislav Hodžić, em nome de Sua Ex. Rev.ma o Núncio Apostólico Michael BANACH, ausente por razões familiares, centrou sua a intervenção numa visão pastoral da Igreja hoje, na perspectiva do Papa Francisco. Ressaltou que, “partilhar o sofrimento dos homens e mulheres que procuram melhores alternativas para uma vida digna através da migração, desafia mais do que nunca a consciência e o dever de toda a humanidade: ‘Onde está seu Irmão Abel?’" (Gen. 4, 9).

A zona da intervenção da Fundação João Paulo II para o Sahel tem sentido os efeitos nefastos da mudança climática, com a acentuação da seca. Conforme escrito no Comunicado Final, “isso não só comprometeu as colheitas, mas também está causando migração de pessoas e animais em busca de melhores condições de sobrevivência. Esta situação de migração cria frequentemente conflitos que podem ser violentos se não forem tomadas medidas adequadas para promover a coesão entre os povos deslocados e autóctones”. Ainda conforme o Comunicado Final, “o que mais marcou o nosso ano de 2017 foi a questão da migração da população jovem, que se tornou um objeto de comércio nas mãos de homens sem fé nem lei, que veem neles mais meios de conseguir recursos financeiros, sem nenhuma consideração pelo seu estatuto e seus direitos. É assim que muitos deles são retidos e vendidos como escravos dos tempos modernos. Submetidos a tratamentos infra-humanos, eles sucumbem à morte durante a sua aventura ou nas ​​águas do Mediterrâneo”. O Conselho de Administração e os parceiros internacionais, confiantes em Deus e na misericórdia, reafirmaram o empenho em estar ainda mais próximos das populações, procurando mais recursos para projetos que promovam a dignidade de mais e mais pessoas. 

Dom Pedro e Dom Ildo
Numa entrevista à Rádio Vaticano, Dom Pedro Zilli realçou o seguinte: "Neste dia 22 de fevereiro em que a Fundação completa 35 anos de vida, devo dizer que o balanço do percurso é, não obstante os limites, positivo, pois tal Instituição Papal não cessa de cultivar o espírito de solidariedade e de amor para poder levar avante o desejo de João Paulo II de ir ao encontro dessas populações sofredoras".


O Conselho de Administração da Fundação João Paulo II para o Sahel, sob a presidência de Dom Lucas Kalfa Sanou, Bispo de Banfora, Burkina Faso, é composto por 09 bispos administradores representando os seguintes 09 países do Sahel: Burkina Faso, Cabo-Verde, Chade, Gâmbia, Guiné-Bissau, Mali, Mauritânia, Níger e Senegal .

COMUNIDADE CATÓLICA NOVA ALIANÇA E AMIGOS VISITAM A GUINÉ-BISSAU

Reinaldo, Fabiana, Niura, Simone, Geisa, Dr. Max. Magno, Larissa e Cleuza

De 8 a 22 de fevereiro, Gabú e Bafatá receberam a visita da Comunidade Católica Nova Aliança nas pessoas do seu Fundador Magno Fernando e dos Fabio e Laudislene, dois membros da Comunidade.  Fábio veio para permanecer em Gabu. Juntamente com eles, estavam vários profissionais, especialmente na área da saúde, amigos da Nova Aliança: José Reinaldo, Max Lânio, Geisa, Larissa, Niura, Simone e Cleuza.

No hospital de Bafatá


Em Bafatá e Gabu foram realizadas em torno de 20 cirurgias na área da obstetrícia. Houve consultas de clinica geral na Prisão de Bafatá, no hospital de Gabú, na paróquia e na tabanka de Pitche. Participaram de catequeses e celebrações.





No primeiro domingo da Quaresma, dia 18 de fevereiro, em Gabu, na Missa presidida por Dom Pedro Zilli, 03 membros da Comunidade, Bruno, Eliane e Roberta, renovaram suas promessas temporárias no carisma e no celibato. Nesta mesma Missa, catecúmenos fizeram o Rito da eleição ou da inscrição do nome para serem admitidos aos sacramentos do Batismo, da Confirmação e da Eucaristia, depois de feita a preparação e de celebrados os escrutínios.

Consulta em Pitche
Um serviço que não estava previsto na visita, mas que se revelou fundamental: o José Reinaldo escaneou todo o Nobu Testamentu em Kriol e o colocou no computador. Foram 702 páginas escaneadas em dois dias. Agora fica muito mais fácil a revisão dos textos.
Na celebração do domingo, dia 18, dia 18, Magno agradeceu a Diocese de Bafatá, a Paroquia Santa Isabel de Gabu, os hospitais de Bafatá e Gabu, as tabankas pelo “bom acolhimento” que tiveram. Disse estar feliz pela graça da Comunidade Nova Aliança em Gabu e “pela boa disponibilidade de seus membros em viver com fé e amor, num ambiente totalmente novo”. Dom Pedro ressaltou que fica “muito feliz a agradecido ao Senhor quando pensa estar sendo instrumento de Deus para que mais brasileiros possam vir à Guiné-Bissau para ajudar tantos irmãos carenciados”.





sábado, 3 de março de 2018

BAFATÁ: ENCONTRO DA COMISSÃO DIOCESANA DE INCULTURAÇÃO




Realizou-se o encontro da Comissão Diocesana da Inculturação, nos dia 16 e 17 de fevereiro, sexta-feira e sábado, em Bafatá, precisamente na Paróquia Nossa Senhora da Graça.
O objetivo do encontro era para celebrar a conversão de São Paulo, que a Comissão propõe como seu padroeiro. Como não foi possível celebrar essa data no dia 25 de janeiro passado, a celebração foi adiada para os dias 16 e 17 de fevereiro.
Estavam presentes: Carlitos Na Dum (Bedanda), coordenador do setor pastoral Sul; Antonio Pereira Coia (Bolama); José Agostinho (Catió); Inês Gomes (Catió); Sadjo Batista Corintua (Cacine); Africano Kaite Bionga (Cacine); Aquiles Dan Na Cul (Quebo); Isna Natum ( Cafal) e Albino Quadé ( Tite).
No dia 16, encontro foi precedido pela via-sacra, seguido de um pequena conversação com os representantes do Setor Pastoral Sul, em seguida, o jantar.


O dia seguinte, 17, foi iniciado com a Santa Missa as 7h30 na Sé Catedral. As 8h30 chegaram os representantes do setor pastoral leste. Eram: Carlos Alberto de Oliveira Cruz (Bafatá), coordenador do setor pastoral leste;  Abel Djono, coordenador paroquial da Inculturação, João Batista Lopes (Gabú).
Depois do pequeno almoço, iniciou-se o encontro, presidido pelo Pe. Alberto Gomes, coordenador da Comissão Diocesana da Inculturação com a seguinte ordem do dia:
1. Lectio divina sobre o texto: 1 Cor 9, 16-19. 22-23, sublinhando a figura do Apostolo Paulo
2. Um breve olhar sobre as 3 perguntas enviadas no mês de junho 2017. a. Levantamento de todas as etnias da sua localidade; b. Sentido do toca-tcur em cada uma das etnias da sua localidade; c. Como é que fazem as cerimonias de toca-tcur nessas etnias;
3. Introdução geral sobre a Inculturação: sua finalidade e sua importância.
4. Datas dos próximos encontros: 1º. fim da 2ª semana do mês de Março em Buba, a confirmar, só para o Setor Pastoral Sul, para a entrega de respostas e troca de ideias sobre as três perguntas. 2º. a nível diocesano: 4 e 5 de Maio 2018 em Buba para uma “resposta-síntese” sobre as 3 perguntas.
5. Diversos:
Antes de começar o encontro com a 1ª ordem do dia, o professor José Agostinho de Catió que tem muita experiência, fez uma boa introdução sobre a diferença entre a cultura e o ato cultural.
O encontro foi vivo e ótimo com boas trocas de ideias. Encerrou-se as 13h com um grande almoço.