quinta-feira, 6 de outubro de 2016

SEMINÁRIO DE FORMAÇÃO DOS PROFESSORES DA ESCOLA MARIA MONTESSORI DE BOLAMA



Realizou-se nos dias 19 a 23 de setembro, um seminário de formação para os professores da Escola Maria Montessori de Bolama, que contou com a participação de 28 professores. Teve como objetivos: temas ligados à Educação, os documentos vindo do ministério e os já existentes na Escola.
Dia 19 o tema foi: A estruturação da Educação a nível do ministério da região de Bolama e as novas orientações do ministério para este novo ano letivo, assessorado pelo inspetor da Região de Bolama o senhor Abdu Sani.


No dia 20, foi trabalhado o tema da planificação e sua importância para se ter uma educação de qualidade, com a Irmã Maria das Graças Cardoso.
Dia 21, os conteúdos trabalhados foram os programas de cada disciplina e como podemos aplicá-lo em nossa realidade, com o Diretor Regional senhor Marcelino da Cunha.
No dia 22 foram apresentados os documentos da escola, dando ênfase no regulamento interno afim de que todos possam ter o conhecimento do mesmo, assessorado por Irmã Ana Francisca Pontes Alexandre.



No ultimo dia, 23, orientações gerais para o funcionamento do ano letivo 2016/2017 da escola, com Pe. Abraão A. Sambú e o Diretor Pierre Mendes. No final, foi feita a avaliação do seminário, com resultado positivo, grande participação e  interesse por parte dos professores.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

BISPOS DOS PAÍSES LUSÓFONOS REUNIRAM-SE EM APARECIDA



De 23 a 27 de setembro, estiveram reunidos em Aparecida, Brasil, no XII Encontro de Bispos dos Países Lusófonos, procurando, no dizer do regulamento interno, para «fortalecer a comunhão eclesial e a recíproca complementaridade, promover a cooperação em prol das comunidades e a fidelidade à identidade católica lusófona e criar espaço para aprofundar o conhecimento mútuo entre as Igrejas católicas dos países lusófonos»: de Angola, D. Filomeno Vieira Dias, Arcebispo de Luanda e Presidente da Conferência Episcopal de Angola e S. Tomé (CEAST), e D. António Jaka, Bispo do Caxito e Secretário da CEAST; do Brasil, Sérgio da Rocha, Arcebispo de Brasília e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), D. Murilo Sebastião Krieger, Arcebispo de São Salvador da Bahia e Vice-Presidente da CNBB; D. Leonardo Ulrich Steiner, Bispo Auxiliar de Brasília e Secretário da CNBB; Cardeal Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida, e P. Deusmar Jesus da Silva, Assessor da CNBB; de Cabo Verde, Cardeal Arlindo Gomes Furtado, Bispo de Santiago; da Guiné Bissau, D. Pedro Carlos Zilli, Bispo de Bafatá; de Moçambique, D. Lúcio Andrice Muandula, Bispo de Xai-Xai, em representação da Conferência Episcopal de Moçambique (CEM); de Portugal, Cardeal Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa e Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), P. Manuel Barbosa, Secretário da CEP, e Dr. Jorge Líbano Monteiro, Presidente da Fundação Fé e Cooperação (FEC); de S. Tomé e Príncipe, D. Manuel António dos Santos, Bispo de S. Tomé e Príncipe.


Os participantes manifestaram “preocupação pela instável situação social, política e económica em quase todos os países, com consequências na vida dos cidadãos, famílias e instituições”. O Comunicado Final do evento sublinhou a necessidade de “diálogo com as instâncias políticas e governamentais”, procurando defender “os valores essenciais ligados à vida humana e ao bem comum, à democracia e aos direitos humanos”. Os bispos condenaram “situações de corrupção, de exploração dos mais pobres, do tráfico de seres humanos”. Apelaram à “cooperação, intercolaboração e solidariedade” entre as Igrejas dos países lusófonos, tendo em vista a “busca comum da paz e da tolerância, da segurança e do bem-estar”.
Os trabalhos analisaram dois textos do Papa Francisco, a começar pela encíclica ‘Laudato Si’, vista como “uma reflexão inovadora e uma mais-valia para a plena compreensão da ecologia”. Os participantes realçaram a “urgência” de inserir esta temática na “iniciação cristã e formação contínua”.
Outro documento pontifício em debate foi a Exortação Apostólica pós-sinodal ‘Amoris Laetitia’, sobre o matrimónio e a família. Os bispos assumiram o objetivo de “propor o Evangelho da família e a pastoral do vínculo” face a outros “modos e conceitos de família” e como resposta a “uma cultura de descarte e de um mundo em desagregação”.
Outras prioridades na ação da Igreja Católica passam por “acolher, preparar e acompanhar as famílias” e, em casos específicos, “atender mais a problemas como a poligamia e os casamentos com disparidade de culto” nos países de língua portuguesa.
O Comunicado Final concluiu-se com uma evocação de “relevantes acontecimentos jubilares” que vão decorrer em 2017: a celebração dos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida, no Brasil; o Centenário das Aparições em Fátima; a comemoração de 150 anos de presença dos Missionários Espiritanos em Angola e Portugal; a celebração dos 40 anos da Diocese de Bissau, com a realização do seu primeiro sínodo diocesano.  
Ao final de uns dias tão bonitos sob e Manto de Nossa Senhora, os Bispos fizeram a seguinte prece: “Que Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, no seu poder e bondade, interceda por todos os nossos países e nos ajude a viver na misericórdia de Deus”
O 13.º Encontro de Bispos dos Países Lusófonos vai decorrer na Praia, Cabo Verde, de 27 a 29 de abril de 2018.


BUBA CELEBRA SUA FESTA PATRONAL


No domingo, dia 18 de setembro, a Paroquia Santa Cruz de Buba celebrou sua festa patronal na Festa da Exaltação da Santa Cruz, adiada do dia 14. 



A Missa presidida por Dom Pedro Zilli, contou os Padres Admir Isnaba Tamba e alguns sacerdotes amigos, Adriana Nishyiama, os quatro novos missionários da Comunhão Missionaria de Bissau, constituída pelas Comunidades Filhos de Maria, Nova Berith, Kairós. Estava igualmente presente o Divino Oleiro de Tite. 


Marcaram presenças as Irmãs Brigite Demba de Safim e Etelvina na Tchare de Buba. As duas Irmãs fizeram, no dia 10 de setembro em Portugal, sua Profissão Temporária nas Irmãs Hospitaleiras.



No início da celebração foi apresentado um breve histórico da paróquia: criada em março de 1878, ganhou padres residentes diocesanos em outubro de 1994. 

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

CATEQUISTAS PARTICIPAM DE FORMAÇÃO



Sob o tema “catequistas em missão” e  coordenação do Pe. Lucio Brentegani, de 08 a 11 de setembro, quinta-feira a domingo, um bom grupo de catequistas do Setor Pastoral Leste da Diocese de Bafatá, reuniu-se em Contuboel para uma formação visando preparar-se para o Ano Pastoral 2016-2017, prestes a iniciar.
Na quinta-feira de manhã, Pe. Fabio Motta, coordenador da comissão diocesana de catequese, comentou com os participantes, o Discurso do Papa Francisco aos catequistas vindos a Roma em peregrinação por ocasião do Ano da Fé e do Congresso Internacional da Catequese, na sexta-feira, dia 27 de setembro de 2013. Pe. Fabio sublinhou 03 pontos do Discurso do Papa: 1. Cultivar a familiaridade com Jesus; 2. Imitar Jesus; 3. Não ter medo de ir com ele para as periferias. Nas suas palavras, Pe. Fabio pediu um “mínimo” aos catequistas, constituído por 03 horas semanais: 01 horas de adoração; 01 horas de preparação para a catequese; 01 horas de catequese. Ainda na quinta-feira, Dom Pedro Zilli falou da Igreja missionaria, em “saída”: na História e no Papa Frâncico; na sexta-feira, Pe. José Pizzoli falou de catequistas colaboradores na missão da Igreja; no sábado, Pe. Alberto Gomes falou anuncio inculturado. Porque? Como?
No domingo, dia 11, após à Santa Missa presidida por Dom Pedro, os catequistas fizeram uma avaliação de como correu a formação. Disseram que o encontro foi muito rico e que fortificou a fé para a vivência do seguimento de Jesus e para a transmissão da sua mensagem; que é preciso ter coragem de evangelizar; que os sacramentos sejam fruto de uma catequese mais aprofundada; que o anúncio seja inculturado. Os catequistas falaram da necessidade de se conhecer os catequizandos; que se dê atenção ao tempo e ao conteúdo da catequese; que se evite um número exagerado de catequizandos na sala; pediram formação bíblica; que se trace um caminho – itinerário – para a catequese e que haja encontros de formação para os diversos níveis de catequese, promovendo o conhecimento dos catecismos em kriol já existentes. Realçaram que os catequistas, apesar de todos os limites e condicionamentos, estejam sempre mais inseridos no Mistério de Cristo.
Dom Pedro, depois de ouvir os catequistas, exortou-os a cultivarem a fé em Cristo, pedindo que, em cada paróquia e missão, sejam incrementados momentos de oração e formação especificamente para eles. Recordou-lhes as palavras do Papa Francisco no Discurso citado: “cultivar a familiaridade com Jesus”. Pediu que sejam seguidos os programas e subsídios assumidos nas duas dioceses para a catequese e que se tenha em conta o lema do Ano Pastoral 2016-2017 da Diocese: “Tenho um povo numeroso nesta cidade” (At. 18,10). A família cristã missionária.

Dom Pedro e os catequistas agradeceram o Pe. Lucio e as Irmãs de Contuboel pelo bom e paciente acompanhamento ao grupo. Agradeceram todos os que contribuíram pelo bom êxito do encontro, com a uma menção especial às paróquias pelo empenho e o investimento na catequese. 

domingo, 25 de setembro de 2016

MADRE TERESA É DECLARADA SANTA


No dia 05 de setembro, manhã de segunda-feira, a Sé Catedral de Bissau ficou repleta para a celebração de ação de graças pela canonização da Santa Madre Teresa de Calcutá. A Santa Missa, presidida por Dom José Câmnate Na Bissign, concelebrada por Dom Pedro Zilli, Dom José Lampra Cá e vários sacerdotes, contou com a participação das Irmãs de Madre Teresa que estão em Bissau, vários consagrados e consagradas, numerosos fieis e boa animação do grupo coral. 



Após à Santa Missa, no Salão da Catedral, foi oferecido um coquetel para manifestar, mais uma vez, a alegria pela sua canonização. Madre Teresa que se chamava Agnes Gonxha Bojaxhiu, nasceu no dia 20 de agosto de 1910, em Skopje, Albânia, faleceu no dia 5 de setembro de 1997, tendo ganho o prêmio Nobel da paz de 1979, foi declarada santa no domingo, dia 04 de setembro, em Roma pelo Papa Francisco que, na Homilia, entre outras coisas, disse:  “Madre Teresa, ao longo de toda a sua existência, foi uma dispensadora generosa da misericórdia divina, fazendo-se disponível a todos, através do acolhimento e da defesa da vida humana, dos nascituros e daqueles abandonados e descartados”.


O legado de Madre Teresa foi enorme. Citamos, no entanto, três de seus pensamentos que revelam a sua santidade:
“O senhor não daria banho a um leproso nem por um milhão de dólares? Eu também não. Só por amor se pode dar banho a um leproso”.
“Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota”.

“Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz”.

SHOENSTATT FAZ MISSÃO EM BUBA



De 28 de agosto a 06 de setembro, 18 jovens missionários de Bafatá e 10 de Buba, acompanhados pelo Pároco de Buba Pe. Admir Isnaba Tamba, pelo coordenador do Movimento na Guiné-Bissau, Pe. Dingana Siga, Irmãs de Buba, 03 senhoras da Mãe Peregrina de Bafatá e 03 seminaristas, realizaram Missão na Paróquia Santa Cruz de Buba. 



Com objetivo de levar Nossa Senhoras às famílias, os Missionários visitaram 185 casas, rezando com elas, escutando suas alegrias e tristezas, ajudando-as nas suas necessidades mais básicas. Nestas visitas chamadas de “Porta-a- porta”, o Hospital e outros ambientes não ficaram de fora. No dia 06 de setembro, Dom Pedro Zilli, acompanhado pela Adriana Nishiyama e Elizete, Missionária em Quebo, deslocou-se para Buba com dois objetivos: participar da avaliação da Missão e celebrar a missa com o grupo. Antes da avaliação, Dom Pedro fez o sorteio de um terço confeccionado na Amazônia com material da Amazônia. Na avaliação, entre os aspectos positivos, os missionários  realçaram três dimensões da Missão: pessoal, para ver como cada um podia ajudar a Missão ir para frente e ser um momento de conversão para si mesmo;  interna, cada missionário é missionário de seu colega missionário; externa nas ruas, nas casas, no hospital, etc; Sublinharam a importância das orações em conjunto, especialmente as da noite, marcadas pelo silêncio, exame de consciência e partilha das dificuldades e alegrias vividas durante o dia; Disseram que a Missão provocou uma mudança nos próprios missionários; notaram boa relação entre os líderes católicos, evangélicos e muçulmanos, tendo sido bem acolhidos nas casas das pessoas que professam uma das três religiões. Neste sentido, alguém do grupo enfatizou que “a Missão não foi um bem somente para os católicos, mas para todos” e que “o objetivo da Missão não era fazer as pessoas mudarem de religião, mas sim ajudá-las a viver como Deus quer que elas vivam”; ao mesmo tempo, os missionários se preocupavam em como “recuperar os antigos cristãos”; Viram como positivo o empenho dos Missionários na procura de recursos econômicos para a realização da Missão em Buba;
Os missionários constataram alguns aspectos que merecem um maior aprofundamento e tomada de atitudes: as visitas porta-a-porta foram confundidas, várias vezes, como algo dos evangélicos, pois quase não se vê católicos nesta atitude missionária; Católicos, mesmo praticantes, que não conhecem a Bíblia. Sugeriram que nas Paroquias e Missões da Diocese, o Movimento Shoenstatt seja acolhido para que Maria seja levada às Famílias e seu Filho Jesus seja mais conhecido e mais amado.

Fazendo uma comparação com a Missão do ano passado, também em Buba, os Missionários enfatizaram que, neste ano, visitaram um maior número de casas e, em Bairros mais distantes; aumento do número de participantes de Buba; houve maior empenho e maior dinâmica; missão organizada pelo próprio grupo. 



Por fim, os Missionários manifestaram todo o seu agradecimento a Maria pelo “milagre” que ela realizou em suas vidas e na das pessoas e famílias que encontraram. Agradeceram-na pela “alegria da Missão”. Terminada a avaliação, Dom Pedro presidiu à Santa Missa, agradecendo ao Senhor pelo dom da Missão realizada pelos jovens missionários. Pediu a Nossa Senhora que os cobrisse a todos “com seu manto sagrado”.

sábado, 17 de setembro de 2016

GUINÉ-BISSAU: CURSO DE INTEGRAÇÃO MISSIONÁRIA



Como ocorre há vários anos, de 01 a 31 Agosto, sob a coordenação de Dom José Lampra Cá, bispo auxiliar de Bissau, realizou-se no Seminário Menor São Kisito, em Bissau, o Curso de Integração Missionária, que teve como público-alvo os missionários chegados à Guiné Bissau neste ano.Os 35 participantes, provenientes de vários países, representavam diversas Congregações, Institutos, Novas Comunidades e leigos missionários, incluindo um casal da Igreja do Evangelho Quadrangular. 



O curso dividiu-se em duas partes: de manhã, aulas de Crioulo, tendo como professores os seminaristas diocesanos de Bissau, Abéuca António Ano Mendes e Alexandre Tokna. Na parte da tarde, com a participação de diversos colaboradores, foram apresentadas palestras sobre os seguintes temas: História da evangelização na Guiné – Pe. Marcos Baliu Sibandió;  traços e situação da mulher guineense – Ir. Alessandra Bonfanti; Situação do ensino na Guiné – Estevão Lucas Pereira; Situação político-social da Guiné – Apolinário Mendes de Carvalho; A Igreja em África e  experiência missionária – D. Pedro Zilli; Religião tradicional africana – Dom José Lampra Cá; A emissora católica guineense: Rádio Sol Mansi – Cassimiro Jorge Cajucam; Diálogo ecumênico e inter-religioso – Frei Renato Chiumento e o Pastor interconfissional Joseph Kalambay Tshimanga; Inculturação e sincretismo religioso – Frei Victor Quematcha. 



Na manhã do dia 31 de agosto, foi celebrada a missa de ação de graças pela introdução dos participantes à vida da Guiné-Bissau, entrega dos “diplomas” e um almoço de confraternização. Foram três momento de profundo agradecimento a Deus pelas perspectiva missionarias suscitadas durante o mês e pela amizade criada no grupo.